Por vezes, fico perdida em devaneios. Parecem passos em labirinto cerrado. Andam todos à tua volta e não consigo encontrar a saída.
De sentidos despertos, sinto-te chegar por trás. Levantas-me o cabelo para me beijar levemente o pescoço. As tuas mãos começam a massagem lenta nos ombros.
Não me apetece virar. Sei que és tu. Olho para o céu e nem me importo com a chuva que cai no meu rosto. Fecho os olhos. Já não sinto a roupa fria sobre o corpo. Estás aí. Desejas-me e isso basta-me. Não queiras mais nada. Deixa apenas fruir o momento.
Abro os olhos. Em fumo, se desfaz o labirinto. À minha frente, aguardo sensações no caminho…