<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="2.0" 
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
>

<channel>
	<title>Anukis</title>
	<link>http://anukis.blogsome.com</link>
	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:58:06 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=1.5.1-alpha</generator>
	<language>en</language>

		<item>
		<title>Escrita</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/escrita/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/escrita/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Estórias</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/escrita/</guid>
		<description><![CDATA[	Ela gostava de escrever. N&atilde;o. Ela vivia para escrever. Sim. A escrita nela era compulsiva. Desde que se lembrava de ser gente que rabiscava em cadernos. Quando chegou a era da internet, come&ccedil;ou a escrever em foruns e depois em blogues. Escrevia e gostava. Publicava. Escrevia e detestava. Apagava tudo. Sem olhar para trás. Matava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ela gostava de escrever. N&atilde;o. Ela vivia para escrever. Sim. A escrita nela era compulsiva. Desde que se lembrava de ser gente que rabiscava em cadernos. Quando chegou a era da internet, come&ccedil;ou a escrever em foruns e depois em blogues. Escrevia e gostava. Publicava. Escrevia e detestava. Apagava tudo. Sem olhar para trás. Matava os blogues como quem quer matar mágoas passadas.</p>
	<p>Sabia que escrevia bem como, certos dias, as palavras trope&ccedil;avam no ecran em desalinho. Era lida e ficava feliz. Era comentada e ficava contente. &Agrave;s vezes, criavam-se la&ccedil;os entre ela e os outros, por afinidade, por experi&ecirc;ncias pessoais, que se repetiam invariavelmente na vida de outras pessoas como se estivessem escritas nas páginas dum mesmo livro. Quando apagava, magoava as pessoas. Sentiam-se abandonadas, traídas, quando encaravam o vazio, onde antes havia liga&ccedil;&otilde;es&hellip;</p>
	<p>Prometeu n&atilde;o apagar. N&atilde;o apagou. Quis desistir. Desistiu. Mas continuaram a vir, a ler. Ficaram &agrave; espera. Amaldi&ccedil;oou-se de n&atilde;o ter apagado. Também ela tinha liga&ccedil;&otilde;es afectivas a esses olhares, que passavam pelas suas palavras. Capitulou. Ela decidiu voltar. Devagar, devagarinho&hellip; </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/escrita/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Sem</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/sem/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/sem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/sem/</guid>
		<description><![CDATA[	Ando sem vontade de ser anukis&hellip;Volto quando chegarem melhores dias.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ando sem vontade de ser anukis&hellip;<br />Volto quando chegarem melhores dias.
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/sem/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Mentira</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/mentira/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/mentira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Estórias</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/mentira/</guid>
		<description><![CDATA[	Ele n&atilde;o gostava de ver as palavras escritas pela m&atilde;o de quem tinha criado o livro. As palavras mentem. Preferia ouvir as palavras na sua mente, enquanto lidas. &Agrave;s vezes, entoavam como o gongo da Fortuna de Carl Orff. Outras vezes, bailavam de m&atilde;os dadas, ligadas, encadeadas&hellip;
	Ela gostava de ver as palavras manuscritas. Brincava com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ele n&atilde;o gostava de ver as palavras escritas pela m&atilde;o de quem tinha criado o livro. As palavras mentem. Preferia ouvir as palavras na sua mente, enquanto lidas. &Agrave;s vezes, entoavam como o gongo da <em>Fortuna </em>de Carl Orff. Outras vezes, bailavam de m&atilde;os dadas, ligadas, encadeadas&hellip;</p>
	<p>Ela gostava de ver as palavras manuscritas. Brincava com as curvas, com as pernas finais enroladas. As palavras mentem. E ela sabia-o bem. Mentiam por cobardia quando n&atilde;o se assumiam. Enganavam quando tentavam seduzir sem mesmo o querer.</p>
	<p>Eles viviam de afectos que também eram palavras. Discursos trocados entre olhares. Diálogos entre m&atilde;os que se tocam. Estórias que se criam entre perfumes. Romances que os corpos escrevem sobre a nudez, página branca do erotismo.</p>
	<p>As palavras mentem, nem sempre escritas, nem sempre ditas, nem sempre trocadas. </p>
	<p>As palavras mentem quando os afectos também mentem&hellip; </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/mentira/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Coleccionadores</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/coleccionadores/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/coleccionadores/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 13:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Estórias</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/coleccionadores/</guid>
		<description><![CDATA[	Ela coleccionava abandonoscomo alguns coleccionam porta-chaves.Ele juntava lágrimas numa caixinhacomo outros juntam fotografias para um album.Ela recolhia amargurascomo certas pessoas recolhem cart&otilde;escaídos &agrave; porta das lojas.Ele acumulava desilus&otilde;escomo alguém acumula dinheiro num cofre-forte.
	Conheceram-se,um dia, numa feira de trocase decidiram deitar fora o supérfluo,ficar apenas com o etéreo&hellip; 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ela coleccionava abandonos<br />como alguns coleccionam porta-chaves.<br />Ele juntava lágrimas numa caixinha<br />como outros juntam fotografias para um album.<br />Ela recolhia amarguras<br />como certas pessoas recolhem cart&otilde;es<br />caídos &agrave; porta das lojas.<br />Ele acumulava desilus&otilde;es<br />como alguém acumula dinheiro num cofre-forte.</p>
	<p>Conheceram-se,<br />um dia, numa feira de trocas<br />e decidiram deitar fora o supérfluo,<br />ficar apenas com o etéreo&hellip; </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/06/03/coleccionadores/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Labirinto</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/05/19/labirinto/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/05/19/labirinto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 12:45:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Devaneios</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/05/19/labirinto/</guid>
		<description><![CDATA[	Por vezes, fico perdida em devaneios. Parecem passos em labirinto cerrado. Andam todos &agrave; tua volta e n&atilde;o consigo encontrar a saída.De sentidos despertos, sinto-te chegar por trás. Levantas-me o cabelo para me beijar levemente o pesco&ccedil;o. As tuas m&atilde;os come&ccedil;am a massagem lenta nos ombros.N&atilde;o me apetece virar. Sei que és tu. Olho para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Por vezes, fico perdida em devaneios. Parecem passos em labirinto cerrado. Andam todos &agrave; tua volta e n&atilde;o consigo encontrar a saída.<br />De sentidos despertos, sinto-te chegar por trás. Levantas-me o cabelo para me beijar levemente o pesco&ccedil;o. As tuas m&atilde;os come&ccedil;am a massagem lenta nos ombros.<br />N&atilde;o me apetece virar. Sei que és tu. Olho para o céu e nem me importo com a chuva que cai no meu rosto. Fecho os olhos. Já n&atilde;o sinto a roupa fria sobre o corpo. Estás aí. Desejas-me e isso basta-me. N&atilde;o queiras mais nada. Deixa apenas fruir o momento.<br />Abro os olhos. Em fumo, se desfaz o labirinto. &Agrave; minha frente, aguardo sensa&ccedil;&otilde;es no caminho&hellip;
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/05/19/labirinto/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Dia sim.</title>
		<link>http://anukis.blogsome.com/2008/05/11/hello-world/</link>
		<comments>http://anukis.blogsome.com/2008/05/11/hello-world/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 May 2008 20:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Prosa poética</category>
		<guid>http://anukis.blogsome.com/2008/05/11/hello-world/</guid>
		<description><![CDATA[	Acordar ameno.Neurónios leves.Pensamentos soltos.Perfume na alma.Cabe&ccedil;a envolta em sol.Sentidos despertos.Corpo vivo.Dia sim. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Acordar ameno.<br />Neurónios leves.<br />Pensamentos soltos.<br />Perfume na alma.<br />Cabe&ccedil;a envolta em sol.<br />Sentidos despertos.<br />Corpo vivo.<br />Dia sim. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://anukis.blogsome.com/2008/05/11/hello-world/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
	</channel>
</rss>
